Firma ViriDr. Marcelo Ribeiro · Urologia

Saúde sexual masculina

Fertilidade masculina

Cerca de metade das dificuldades para engravidar envolve o homem. A avaliação masculina é simples de começar e muitas causas têm tratamento.

Duas pequenas plantas brotando em uma tigela de cerâmica sobre superfície clara, imagem simbólica sobre fertilidade masculina

Quando procurar avaliação

A recomendação habitual é avaliar o casal após doze meses de tentativas sem gravidez. Existem situações em que faz sentido antecipar: cirurgias prévias na região, criptorquidia na infância, caxumba com orquite, uso de anabolizantes ou testosterona, quimioterapia, radioterapia e alterações percebidas no exame físico.

O homem pode iniciar a investigação sozinho, mas o acompanhamento ideal é do casal, em conjunto com a equipe que assiste a parceira.

Como eu investigo

A consulta começa pela história completa: tempo de tentativa, hábitos, medicamentos, uso de suplementos e anabolizantes, doenças prévias e cirurgias. Em seguida vem o exame físico, que avalia testículos, epidídimos, ducto deferente e a presença de varicocele.

O espermograma é o exame inicial e costuma ser repetido para confirmar alterações. A partir dele, podem entrar dosagens hormonais, ultrassom de bolsa escrotal, exames genéticos e outras análises seminais, sempre com indicação definida caso a caso.

O que pode ser tratado

Muitas causas do fator masculino são reversíveis: varicocele com indicação cirúrgica, alterações hormonais, infecções, uso de substâncias que suprimem a produção de espermatozoides e fatores de estilo de vida como tabagismo, obesidade, calor excessivo e sono ruim.

Em outros casos, o caminho é a reprodução assistida, e o papel do urologista é preparar o melhor cenário possível e, quando indicado, realizar a recuperação de espermatozoides.

O objetivo da consulta é dar clareza: o que está acontecendo, o que pode melhorar e em quanto tempo é razoável esperar resultado.

Causas e fatores

O que costuma estar por trás

Varicocele

Dilatação das veias da bolsa escrotal, uma das causas tratáveis mais frequentes.

Alterações hormonais

Testosterona, FSH, LH e prolactina fora da faixa esperada afetam a produção.

Anabolizantes e testosterona

Uso sem indicação suprime a produção natural de espermatozoides.

Infecções e obstruções

Processos inflamatórios e obstrutivos do trato reprodutivo masculino.

Fatores genéticos

Alterações cromossômicas e do cromossomo Y em casos selecionados.

Estilo de vida

Tabagismo, álcool, obesidade, calor local excessivo, sono ruim e estresse crônico.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

Em geral, após doze meses de tentativas sem gravidez. Quando existe fator de risco conhecido, cirurgia prévia, alteração no exame físico ou idade mais avançada do casal, a avaliação pode começar antes.
Pela consulta. História clínica e exame físico direcionam os exames, e o espermograma é o ponto de partida laboratorial, sempre interpretado junto com o quadro clínico.
Não. O espermograma varia entre coletas e sofre influência de febre, infecções, medicamentos e intervalo de abstinência. Um resultado isolado não fecha diagnóstico.
Sim. A investigação do casal é conjunta. Meu papel é cuidar do fator masculino e trabalhar em conjunto com a equipe que acompanha ela.

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